Editorial


Caros Associados,

Muito se tem publicado sobre alimentos e suplementos alimentares e não é para menos, pois, estamos em época de profunda transformação da forma comportamental do corpo e apreensão sobre novos hábitos e costumes. A transição nutricional pela qual estamos passando nos leva a repensar no impacto e no aproveitamento dos nutrientes, de forma integral.

Estamos reavaliando as formas de consumo, as interações ambientais e as conseqüências do preparo destes alimentos, aliados ao grande estresse que e típico das grandes cidades.

Estas refeições são marcadas pela falta de tempo e transformam-se não raramente em momento de negocio, porem com enorme oferta de produtos alimentícios, coloridos, saborosos e muitas vezes recheados de calorias vazias, sem densidade de nutrientes, com gorduras saturadas, sódio e açúcar em excesso, entre outros fatores “anti-nutricionais”.

Este quadro vem levando a comorbidades, traduzidas em risco aumentado de diabetes, doenças cardiovasculares, síndrome metabólica e câncer, não favorecendo a adoção de um plano nutricionalmente adequado, e sim, sendo prova decorrente de erros alimentares associados à correria da vida moderna.

Vivemos a época do corpo malhado e saúde baseados em formulas milagrosas, muitas vezes reforçadas pela mídia inconseqüente, ou ainda, o consumo de produtos indicados por amigos.

Neste momento, a competência técnica aliada à ética profissional de nutricionistas com Pós-graduação em Nutrição Funcional, contam cada vez mais e esses profissionais sentem-se cada vez mais responsáveis pela promoção de saúde dos indivíduos e da população como um todo. Os esforços desses profissionais na busca de estudos e pesquisas comprobatórias da relação entre o equilíbrio nutricional para o organismo, alternativas alimentares, buscando a vitalidade positiva corporificada no conceito da promoção da saúde integral a todos.

Os nutrientes e as deficiências nutricionais passam a ser repensados, centrada na causa e não da doença, buscando detectar a “fome oculta” nos planos alimentares, nem sempre ideais deste novo tempo.

Surge desta forma o questionamento sobre a responsabilidade de oferecer os suplementos alimentares, a apreensão e a rastreabilidade de princípios ativos, a interação técnica dos farmacêuticos e dos nutricionistas que buscam agregar sabores, eficácia farmacêutica, respondendo por outros caminhos que possam transformar a saúde, bandeira única de “saudabilidade”, evitando o risco corporificado de desnecessárias “doses a mais”, para a manutenção de um corpo malhado, porem saudável.

Vamos nos interar um pouco mais. Continuamos no tempo de semear, pois o que realmente importa no processo de crescimento é a semeadura e não a colheita... Com respeito a todos vocês, que buscam semear a saúde!!!


DRA. JOANA D’ARC PEREIRA MURA
Presidente do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional